terça-feira, 19 de abril de 2016

Eu Optei Pela Vida


Estou aprendendo a cada dia como que ser feliz é uma opção tão singular e individual quanto a escolha por aquilo que se vai comer no almoço ou num jantar.
Ser feliz é um "estado da arte" para alguns e uma naturalidade para outros. Eu, porém, a muito procura a felicidade em coisas ou em bens materiais, mas não a felicidade é muito mais simples que isso.

Estar feliz é muito diferente de ser feliz. Quando se descobre a felicidade simples da vida, seja doente ou sadio, a vida se torna mais empolgante, mais cheia de adrenalina e mais importante para nós mesmos.

Eu sou e estou muito feliz comigo mesmo. Sim, apesar de um diagnóstico de uma doença crônica eu tenho muito mais motivos para ser e estar feliz que motivos para viver reclamando disso ou daquilo.

Dores, desilusões, desamores, etc. todos nós já vivemos ou viveremos em algum momento da vida. Faz parte da evolução para a qual fomos escalados por um ser superior e que espera algo de nós.

Atualmente, tenho preferido as coisas boas, os perfumes que embriagam, aqueles ipês floridos pelas ruas a me preocupar se essa tal situação é ou não correta para a sociedade.

Tenho aprendido a viver intensamente a minha vida e a seguir os trilhos da minha vida, pois não há como viver a vida de outra pessoa e portanto a felicidade está dentro de nós mesmos, nunca encontrará a felicidade em outra pessoa ou objeto se não se conhecer a própria essência.

Sorrir. Esse é um remédio para a alma, para a vida e é o caminho mais curto para a felicidade.

Ver as coisas boas ao nosso redor. Isso simplesmente faz com que o peso de um dia exaustivo e complicado saia de nossos ombros.

Fuja. Sim, isso mesmo, fuja de seus problemas por algum tempo. Que seja com alguém ou em algum lugar que traga boas energias. Esqueça da sua vida por algum tempo.
Estou aos poucos me esquecendo da minha "Uma Hora" (tempo que eu gastava para esquecer dos problemas do dia-a-dia ao sair do trabalho). Esse tempo está cada dia menor.

Eu realmente encontrei uma paz e uma felicidade própria que me faz cada dia ver de forma mais amena as tempestades da vida. Essa paz me fez, principalmente, mais calmo, mais tranquilo, mais suave.

É isso que eu quero para minha vida de agora em diante, ser feliz e não simplesmente estar feliz. Nesse quesito felicidade, posso afirmar que estou um pouco egoísta uma vez que não quero momentos felizes (estar feliz). Eu quero minha vida feliz, ou seja, estar feliz.

Eu Vivo a minha vida, não vivo a EA!

quinta-feira, 14 de abril de 2016

A Vida Pode Ser Mais Simples


Muitas coisas nessa vida são de muita importância até que a prioridade seja invertida e isso aconteceu comigo após o diagnóstico da EA.


Eu comecei a perceber como que as pequenas coisas ao nosso redor são fundamentais para uma melhor perspectiva de vida. 

Nos últimos meses tenho me dedicado à uma vida mais simples e com menos pressão do meio externo que por vezes não podemos evitar. Afinal vivemos em uma sociedade capitalista e nenhum "almoço é de graça".

Deus até hoje não me deu um filho, até mesmo por opção do casal, e creio que é por algumas situações e aprendizados que eram necessários em minha vida.
Minha irmã é portadora de IRC (Insuficiência Renal Crônica) e eu sempre disse que cuidaria muito bem do meu ruim para ela, tanto que deixei de beber (tomo vinho socialmente e degusto algumas cachaças às vezes) com muita frequência para não prejudicar esse órgão tão importante para a situação dela.

Infelizmente, vim a descobrir que essa doação para ela é contra-indicado devido à EA. Ainda estou estudando um pouco mais para dar como impossível a doação.

Essa doação é um grande sonho em minha vida, pois quero dar um pouco de comodidade para ela e como nesse primeiro momento é algo que não é recomendado, voltei a deixar as grandes coisas da minha vida de lado e pensar nas pequenas situações que nos confortam no dia-a-dia.

Vou conversar  pessoalmente com minha reumatologista e com um nefrologista sobre as questões que envolvem essa doação e quais consequências trariam pra mim e para ela em decorrência da EA ou da IRC.

Voltando às pequenas coisas, são elas atualmente que me fazem viver ainda mais confiante e com a felicidade que quem me conhece sabe que carrego no meu cotidiano. Lógico, temos a opção de queremos dividir com quem quer que seja as nossas dores e essa, definitivamente, não é e nunca será uma opção válida para mim.

Depois que mudei meu foco da perspectiva gigante para as pequenas coisas, comecei a aprender mais com a vida e principalmente a ser mais feliz. Hoje posso garantir que sou uma pessoa totalmente diferente da que eu era a 4 anos atrás.

Nesse último final de semana eu tive, como sempre, momentos de encontro com a natureza no meu esporte de paixão, o Mountain Bike. Esses momentos realmente me mostram como eu era mesquinho e não agradecia pelo menos por estar vivo e, atualmente, me sinto muito vivo. Obrigado meu Deus!!!

No domingo eu tive a oportunidade de me divertir com meus dois grandes amores, Miguel e Michele. Meus sobrinhos amados e queridos que um dia entenderão o que a mãe deles passou e passará para simplesmente tê-los em sua vida.

Brinquei tanto com eles que desfaleci após a ida deles para casa, não conseguindo nem ao menos agendar o despertador para a segunda-feira produtiva.

No trabalho sempre tenho contratempos como todo mundo os têm. Antes esses contratempos iam comigo para casa e me faziam ficar chateado por um bom tempo, agora estou cada vez menos com esses contratempos comigo e vivendo melhor os meus pequenos momentos de lazer.

A ida e vinda de bike de casa para o trabalho me ajuda a ver uma cidade menos cinza e mais humana, mesmo com todo os concretos e armaduras de metal (ônibus, edifícios, metrôs, carros e etc) vejo pessoas sorrindo, interagindo entre si, demonstrando carinho e curiosidade com esse ciclista que passa por eles.

Aprendi a desejar bom dia, boa tarde, boa noite para aquelas pessoas que muitas vezes parecem invisíveis no nosso cotidiano. Isso mesmo, como são alegres os garis que brinco com eles em sua labuta e eles até mesmo me oferecem carona! Aquelas pessoas que fazem uma diversão ou panfletagem nos sinais e como que um simples cumprimento pode ser revertido em um gigantesco sorriso.

Na segunda-feira, estando eu parado em um semáforo, fui indagado por alguns alunos de colégio se eu queria um abraço grátis? Eu respondi que eu estava todo suado e a menina me disse que ela também estava. Esse simples gesto foi tão agradável e significativo para meu dia que fez com que nada me abalasse, mesmo com um dia muito difícil de trabalho.

Com isso, percebo que a vida é muito mais simples e nós mesmos que a fazemos ser tão chata e monótona às vezes.

Eu quero e busco com mais intensidade a simplicidade. Quero viver bem e melhor. Hoje sei que estou no caminho certo.

Obrigado à todos que fazem parte dessa minha pequena e agradável vida! Cada um de vocês têm um lugar especial em minha vida.

Optei por viver intensamente a vida e não a dor!

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Uma Nova História ...

Desde que fui diagnosticado com a EA que minha vida tomou uma direção bem diferente de tudo que eu pensava até a data do diagnóstico.

Não que eu tenha me entregado à doença ou que venha a viver em função dela. Sim, no início isso passou pela minha cabeça. 

É impressionante como que o amadurecimento provido por uma doença crônica nos fazem ver o mundo e as pessoas de forma diferente. Parece que tudo aquilo que até então era prioritário, a busca infindável, ou até mesmo, a loucura por crescimento pessoal e profissional se tornam tão fúteis e desnecessário.

Já me falaram que eu me tornei muito observador que meu olhar é sempre "suspeito" e instigador, em busca de alguma resposta ou entendimento das pessoas. Pode ser que isso tenha mudado sim e que hoje eu faça uma análise maior das pessoas e das situações ao meu redor.

Tenho percebido o quanto as pessoas tendem a ser negativas e terem uma ótica voltada apenas para as coisas mais difíceis e pesadas do dia-a-dia, porém uma grande maioria vive de forma diferente que transcende essas picuinhas do cotidiano.

Vivemos, infelizmente, uma sociedade reclamante que justifica tudo em sua volta por alguma reclamação de vida ou de alguém. Ninguém tem culpa de nada e todo o fracasso é responsabilidade de alguém ou de alguma situação específica.
Eu resolvi e tenho tentando viver de forma diferente. Ver cada dia como uma nova aventura, como uma nova realidade e com muito a ser vivido de forma intensa e com energias positivas. A cada dia temos a opção de ser melhores que fomos no dia anterior, independente de quem quer que seja.

Eu tenho amigos que reclamam muito que vivem com o foco nas coisas ruins e são sempre atraídos e atraem essas peculiaridades para eles. Também tenho amigos que vivem sorrindo, independente do que tenha acontecido, me recebem sempre com um lindo e grande sorriso no rosto. Esses estão sempre dispostos a melhorar e viver a vida intensamente feliz.

Fico impressionado como que estar ao lado de pessoas de energia positiva é renovador e compartilhar dessa positividade transforma um dia bom em ainda melhor. Seja com ou sem dores, sorrir é a melhor alternativa. Não deixe de ser criança, não perca a alegria dos pequeninos e viva intensamente cada dia.

Em minha vida recente, tem uma pessoa em especial que está sempre sorrindo, sempre disposta a iluminar com alegria o ambiente onde se encontra e que tem me ensinado muito a viver de forma mais positivista, mesmo tendo todos os problemas que todos nós temos.

Existem anjos que Deus coloca na terra em forma de amigos, irmãos, cônjuges e etc. e esses anjos nunca desistem de nós, estão sempre dispostos a nos levar para as alturas e mostrar que a alegria é a solução que buscamos. Alguns desses anjos entram em nossas vidas por motivos inexplicáveis e vão ganhando cada vez mais espaço, carinho, respeito e admiração.

Eu não abandono nenhum desses anjos, sejam os felizes ou os melancólicos, pois ambos me ensinam a como ser e como não ser. Talvez o fato de estar observando melhor o ambiente ao meu entorno tem me ensinado a aprender a ser feliz mesmo em momentos de hostilidades.

Ao nosso lado tem a frieza dos concretos, mas tem a beleza e vivacidade de uma mãe e seus encantos que têm sido meus aliados nessa experiência positiva com a Espondilite Anquilosante.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Páscoa e Atividade Ao Ar Livre Contra a EA


No feriado de Páscoa, resolvemos ir para uma cidade do interior de Minas Gerais chamada Catas Altas que fica a aproximadamente 100 quilômetros de Belo Horizonte.

Combinamos ir de bike, pois há uma estrada de chão que liga as cidades passando pela Estrada Real.

Na sexta-feira saímos de BH por volta das 6:40 da manhã rumo à Catas Altas, porém passaríamos por Sabará e Caeté via asfalto e daí em diante seguiríamos via estrada de chão até Barão de Cocais, mais um pedaço de asfalto até Santa Bárbara e novamente chão até Catas Altas.


O fato de estar com pessoas agradáveis e fazendo um esporte que eu gosto muito me fazem muito bem. Em momento algum das mais de 12 horas pedalando eu senti algum incomodo relacionado á EA.

No sábado estava programada uma visita ao Santuário do Caraça que fica a aproximadamente 34 quilômetros da Pousada onde estávamos. Desses 34 quilômetros, 11 são só de subida a qual gastamos em torno de 2 horas para vencermos. Chegamos lá e fomos agraciado com uma chuva muito forte. Esperamos muito tempo e então resolvemos voltar para a pousada mesmo com chuva. Dos 11 amigos que foram pedalando apenas 4 voltaram pedalando, dentre eles eu.

Foi uma experiência muito agradável, eu voltei a ser criança e me senti tão feliz quanto uma quando ganha um brinquedo novo.

No domingo o plano era regressarmos para BH pedalando e eu não pude deixar o fazer. Ficamos perdidos por um caminho novo que resolvemos fazer, mas mesmo assim eu me diverti muito. Até fui questionado como consigo manter a serenidade mesmo em situações adversas? Ao que eu respondi: Eu prefiro aproveitar todo e qualquer momento que me sinta bem, mesmo porque não sei até quando eu poderei fazer esse tipo de programa.

Fizemos um total de 394 quilômetros entre a sexta-feira da paixão e o domingo de Páscoa. Eu estou muito feliz, sem nenhum tipo de dor ou incomodo que eu possa relacionar à EA. Sinto logicamente a musculatura das pernas cansadas, mas nada nas costas ou lombar.

Como não estou sentindo nenhuma dor nas costas, na lombar ou tórax chegou à feliz conclusão que todo o esforço que venho fazendo com academia, treinamento funcional e alongamentos estão mais eficazes que eu mesmo imaginava que poderia ter como resultado.

Estar com pessoas agradáveis e em locais tão agradáveis quanto são sinônimos de bem-estar para mim e que me fazem até mesmo esquecer que tenho EA. O contato constante com a natureza e ao ar livre me fazem sentir vivo e que sou capaz de tudo aquilo que eu quiser.

As limitações existem, mas temos que saber que são limitações e não impossibilidades. Viva e viva com muita intensidade a vida e não a dor.

A sensação de liberdade que o ciclismo me proporciona é um grande remédio para a minha vida, não estou dizendo apenas em relação à Espondilite Anquilosante, mas para o meu dia a dia e rotina da vida cotidiana de um analista de sistemas e professor universitário.

Minha mulher, que sempre está comigo, relata sempre que eu sou uma pessoa quando pedalo e uma pessoa muito mais difícil quando estou em "abstinência" da pedaladas.

Por diversos motivos, agarro o ciclismo como esporte e faço outros esportes para me capacitarem a continuar pedalando e conhecendo locais como estes que compartilho com vocês.

Não tenhamos presa e aprendamos como as crianças a dar um passo de cada vez até alcançarmos nossos objetivos.

Viva bem e melhor.

terça-feira, 22 de março de 2016

O Psicológico e a Espondilite Anquilosante

A última semana foi realmente tensa, não por causa da Espondilite Anquilosante, mas sim pela crise moral que nossa sociedade está acometida, seja onde quer que seja.

Mas o que isso tem em relação à EA? Nada eu diria, mas infelizmente não é bem assim.

Fiquei impressionado como o meu emocional me fez sofrer dores que até então eu relacionava única e exclusivamente ao estresse da vida moderna, mas hoje entendo que não. As dores são sim efeito do meu psicológico dando forças para a EA.

Na última quarta-feira, 16/03, sofri muito com todo esse arsenal de bombas psicológicas e agressivas que afetam uma pessoa sem doença crônica quanto mais quem tem alguma doença que já contribui para um certo descontrole emocional.

Esse descontrole ficou muito evidente em mim e em todas as minhas ações nos dias 16 e 17/03. Na quarta-feira fui para a faculdade e com certeza não era eu quem estava lecionando a disciplina para meus alunos. Eu estava acometido por uma queimação tão forte nas costas e sentindo todo o peso da bagunça de nosso país em minhas costas.

Várias vezes eu pensei que ao chegar em casa, tomasse um banho e relaxasse tudo se resolveria, ledo engano.

No caminho de casa fiquei perdido dentro do ônibus e acabei por saltar dois pontos antes de onde realmente deveria tê-lo feito. Isso nunca havia me ocorrido.

Essa quarta-feira parecia não acabar e eu não consegui encontrar o sono, nem mesmo um conforto para dormir. Acabou que por volta das 2 horas da madrugada, encaminhei uma mensagem para meu fisioterapeuta informando que não compareceria à clínica naquela data.

Peguei um livro e comecei a ler, mas como ler no meio da guerra em que minha cabeça se encontrava? Por volta das 4:45 adormeci.

Acordei às 8h da quinta-feira ainda com um peso nas costas e me indaguei: "Por que? Viva sua vida, siga em frente", mas não fui tão forte e continuei abalado por toda situação externa.

A quinta-feira foi tão complexa quanto o dia anterior. Tanto que não tive forças para fazer o meu trajeto Casa-Trabalho de bike, fui de ônibus que também estava com um clima muito pesado.

Resolvi passar na igreja e pedir apoio aos espíritos mais evoluídos para tentar vencer o dia, mas as preocupações externas não me deixavam em paz e com isso as dores, apesar de mais amenas, não me abandonavam.

O dia foi demorado, difícil, carregado e por fim resolvi me encontrar mais efetivamente com Deus e Jesus Cristo, solicitando a apoio que todos nós precisamos. Após esse encontro, me senti mais leve e consequentemente as dores foram desaparecendo.

Com tudo isso afirmo que, ao menos no meu caso, o estado psicológico afeta as ocorrências relacionadas à EA.


terça-feira, 15 de março de 2016

Estar Bem e Se Sentir Melhor Ainda

Apesar do pouco tempo em que fui diagnosticado com a EA, tenho aprendido muito a viver e conviver com essa nova realidade.

Desde o diagnóstico que eu venho tentando mudar e muito o meu estilo de vida em prol do meu bem estar e melhores condições físicas e mentais.

A rotina diária em uma cidade grande e tumultuada como a que vivo, Belo Horizonte, torna nossa vida ainda mais difícil. Os problemas como trânsito caótico, barulhos, falta de respeito e educação em toda a parte e de toda forma só prejudicam à todos. Nós, seres adaptáveis que somos, vamos nos acostumando à essas consequências das grandes cidades, porém eu me questiono: Isso é bom mesmo?

Visando uma melhor qualidade de vida, busquei e venho buscando alternativas para que esses problemas, que nunca vou ignorar, não afete tanto minha vida e meu psicológico.

Percebi que o psicológico é um agravante para mim em relação à EA. Quando estou bem, eu nem me lembro dela, porém quando estou com baixo astral ou baixa-auto-estima percebo que as situações que envolvem a EA me vêem mais à tona.

Dessa forma, tenho me apegado muito às situações, coisas e pessoas que me fazem bem, porém como evitar todo o transtorno que o país está vivendo e os transtornos de se viver em grandes centros? Bom, essa resposta é muito pessoal e individual, até certo ponto egoísta.

Eu tenho levando meu trabalho um pouco menos a sério do que eu levava até antes do diagnóstico, me cobrava muito por eficiência e eficácia e às vezes meu trabalho não dependia apenas de mim e eu acabava por me desdobrar para que as tarefas fossem feita no Padrão de Qualidade Hélio Filho, quase perfeccionista.

Outras situações que tenho focado muito nesse momento da minha vida são nas pessoas, locais e momentos que me fazem me sentir bem e com muita vontade de viver.

Eu tenho tentado usar menos as redes sociais em geral e ter um contato mais pessoal e direto com as pessoas que eu gosto e que gosto de sentir a presença. Tento, à medida do possível, mostrar para essas pessoas que elas são importantes em minha vida e o quanto eu sou grato por elas.

O esporte tem me apresentado pessoas que me motivam a continuar lutando, crescendo e evoluindo como ser humano e como prova de que a EA é apenas um diagnóstico que somente terá força sobre mim se assim eu quiser.

Deus colocou algumas pessoas em minha vida logo após o diagnóstico da EA, que não vou citar nomes para não ser injusto com ninguém. Algumas dessas pessoas me motivam e me fazem acreditar que é possível viver muito bem enfrentando todas as dificuldades que por ventura a doença me acometer.

Agradeço imensamente à Deus por essas pessoas de energias tão positivas e peço que Ele sempre as abençoe.

Hoje eu coloco todo meu foco nas coisas e pessoas que me fazem bem, sem ignorar a EA. Como eu sempre digo àquelas que eu confiei em dizer meu diagnóstico "Eu Vivo a minha vida, não vivo a EA"

Finalizo por agradecer de coração às pessoas que motivaram essa postagem e que não vou citar nomes, uma vez que ao ler você se identificará com meus agradecimentos.

Obrigado.





sábado, 5 de março de 2016

Bem Para a Alma e Coração

Como diz o título deste post, não sei se faz bem para a EA, mas faz muito bem para a alma e para o coração.

No último sábado de fevereiro de 2016 agendamos, eu e uma turma de amigos, uma visita ao Lar de Idosas Lar da Vovó aqui em BH.

São muitas vovozinhas e muitas histórias distintas nesse lar, mas desde a primeira vez que fui lá eu me encantei com algumas delas.

Chegamos lá por volta das 14h e ficamos até as 17. Nesse curto intervalo de tempo, recebemos muitos carinhos, beijos, abraços e ouvimos muitas histórias. Um amigo nosso levou violão e fez uma tarde musical para elas que adoraram.

Eu sei que para nossa doença não faz a mínima diferença essas ações, mas o fato de fazer o bem para aquelas senhoras me deixa tão feliz e com uma vontade imensa de sempre levar um pouco de atenção e carinho para elas. Ou seja, me faz sentir útil e amado.

Tenho certeza que eu recebo muito mais que levo para elas, receber aqueles sorrisos e ver a alegria nos olhos delas me fazem querer lutar mais para ter saúde e me fazem ver o quanto às vezes sou fraco ao pensar em desistir por tão pouco.

Eu agradeço à todas essas senhoras pelo carinho que elas me recebem, pelo amor que elas demonstram comigo e principalmente pela força de continuar caminhando nessa luta incessante contra a EA e qualquer outra barreira que surgir em minha vida.

Sou grato à elas e aos amigos que foram comigo nessa visita.